A devoção ao Divino Espírito Santo tem raízes profundas na alma do povo açoriano. Herdada dos primeiros povoadores, esta fé moldou o tecido das nossas comunidades, unindo-as em torno de valores universais como a fraternidade, a igualdade e a solidariedade, reflexo da esperança num tempo novo, o tempo do Espírito, onde todos são irmãos, todos têm lugar à mesa, e onde reinam a partilha, a paz e a comunhão.
Representado pela pomba branca, sinal da luz divina, da pureza e da presença do sagrado, o Divino Espírito Santo é, para os crentes, fonte de consolo e força transformadora. A sua ação inspira amor, renova a justiça e reacende a esperança. Celebrar o Espírito Santo é, mais do que cumprir uma tradição: é viver a fé em comunidade, é dar voz aos mais humildes, é renovar o compromisso com os valores que nos unem enquanto povo.
Ao longo das gerações, homens e mulheres da Várzea entregaram-se de coração a esta devoção, celebrando Impérios, organizando coroações, partilhando refeições e mantendo acesa a chama de uma tradição que é, ao mesmo tempo, religiosa e profundamente humana.
No ano de 2026, a Catarina e o Vitor aceitaram, com nobre espírito de serviço e devoção, a responsabilidade de serem Mordomos do Pentecostes. Com dedicação exemplar, colocaram-se ao dispor da comunidade e do Divino Espírito Santo, honrando uma tradição que transcende o tempo.
Partilhamos agora algumas imagens que testemunham a beleza e a emoção vividas nestes dias: o quarto do Divino Espirito Santo, as bandeiras, as coroas, os estandartes, as flores, os gestos de fé e de entrega que fazem destas festas um património vivo, que toca a alma de quem acredita, e mesmo de quem apenas observa.
Domingo 17 de Maio:
Recolha de ofertas de gado bovino, encerrando com um jantar com todos os presentes e arrematações.
Distribuição das pensões pelos criadores, seguindo-se a tradicional saudação da folia à porta da igreja, momento carregado de simbolismo. O dia terminou com a Ceia dos Criadores e arrematações.
Tradicional cortejo do Espírito Santo até à igreja, acompanhado pela Filarmónica Fundação Brasileira, seguindo-se a Eucaristia Solene de Festa, e concluindo com a coroação das crianças.
Tradicional mudança da Bandeira de casa do Mordomo para o Triatro do Espírito Santo.
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